Desafio do Conhecimento

Educação na era do Vale do Silício

Evolução tecnológica, startups, educação de ponta e alto índice de empregos relacionados à tecnologia e inovação. Esse conjunto torna o Vale do Silício o principal polo tecnológico e de inovação do mundo, região que é sede de gigantes da tecnologia como Google, Apple, Facebook; e inspirou o The Box.  

Mas a grande questão é: o que faz o Vale do Silício ser tão especial?

Origem do Vale do Silício

O Vale está localizado na Baía de São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos. Apesar de ser reconhecido mundialmente, não há uma oficialização da sua extensão ou quais cidades exatamente fazem parte dele. Isso acontece porque elas são muito próximas, o que às vezes dificulta a distinção entre cada uma.

Um pouco de sua história

Os primeiros passos para o sucesso do Vale do Selício foram dados já em 1840, quando houve a descoberta de uma quantidade considerável de ouro em São Franscisco, atraindo pessoas de milhares de lugares para a região. Esse evento ficou conhecido popularmente como a Corrida do Ouro.

A Corrida do Ouro resultou no enriquecimento de muita gente. No entanto, quem não teve sucesso com essa exploração, teve de começar a investir em outros negócios para sobreviver. Dessa forma, a cidade de São Francisco e as outras ao seu redor cresceram ligadas ao mundo do empreendedorismo e dos investimentos e, eventualmente, as universidades de Berkeley e Stanford foram fundadas em 1868 e 1885, respectivamente.

Ainda no final do século 19, o porto de São Francisco ajudou a região a se tornar um conglomerado da indústria emergente de telegrafia e rádio. Na década de 1930, a marinha americana já passou a explorar a região, o que a transformou em uma referência para a indústria aeroespacial, atraindo muitos cientistas e pesquisadores.

Na década de 1940, o surgimento das grandes empresas de tecnologia do Vale começou com Willian Hewlett e David Packard fundando a Hewlett-Packard, ou HP, que originalmente produzia osciladores (circuitos que produzem sinais eletrônicos repetitivos).

O início da HP ficou marcado por ter sido a tradicional “startup de garagem”, conceito posteriormente imortalizado na cidade de Palo Alto. Durante a Guerra Fria, a HP já trabalhava com radares e tecnologia de artilharia, o que foi um grande impulsionador da região.

E o nome, de onde surgiu?

Ainda na década de 1940, a região foi lar da invenção dos transistores, o que hoje conhecemos como processadores de computador. O interessante sobre eles é que, ao invés de produzidos com Germânio, como usual, eram feitos de Sílica (em inglês Sillicon). O nome “pegou” a partir da década de 1970, quando o jornalista Don Hoefler escreveu um relatório de 3 partes sobre a indústria dos semiprocessadores, criando o nome Sillicon Valley USA.

O Ecossistema do Vale

O cultivo de um ecossistema propício para a inovação, onde há pessoas, empresas e organizações interagindo entre si, é importante para a prosperidade de qualquer grande iniciativa relacionada ao tema. Na década de 1970, essa já era uma realidade no Vale do Silício.

Universidades

O que dá grande apoio à região é a presença de duas das melhores universidades do mundo, que servem como uma espécie de ninho de talentos: Stanford e a Universidade da Califórnia em Berkeley (UC Berkeley).

Além do ensino de excelência, a cultura inovadora e dinâmica do Vale influenciou as universidades desde o início. Ambas instituições têm enfoque em empreendedorismo, com aulas que exigem mais participação e colaboração dos alunos.

Diversidade Cultural

Um grande diferencial do Vale do Silício é ser habitado por pessoas de origens variadas, tendo uma população bastante heterogênea.

Em 2017, por exemplo, segundo o Silicon Valley Indicators, 37,5% da população do polo de inovação era estrangeira, o que equivale a quase o triplo do número de estrangeiros no país, que é de 13,5%. Somado a isso, um estudo da Universidade de Duke, lá em 2005, concluiu que 52% das startups nos EUA eram fundadas por imigrantes e que estas geravam mais de 450.000 empregos.

Dessa forma, é interessante observar que a cultura do Vale do Silício não está conectada exclusivamente à história do local. Ela também é o resultado de diversos hábitos e populações de diferentes lugares do mundo, que foram atraídas de alguma forma para lá e, como consequência, enriquecem a troca de experiências.

Mindset

O mindset (em português, mentalidade) do Vale do Silício é uma das características mais marcantes da região. A forma de pensar da população da Baía de São Francisco se destaca também por outros fatores, tais como a prática constante da colaboração, a noção de que errar faz parte do aprendizado e a aceitação de inovações com muito menos resistência do que em outras partes do mundo.

Um dos lemas mais conhecidos da região é o famoso Fail Fast ou, em português, falhe rápido. A ideia basicamente trata do princípio de que, se você errar, faça-o logo e aprenda com isso o mais rápido possível para tentar de novo.

Cultura Empreendedora

O Vale do Silício respira tecnologia e empreendedorismo. Consequentemente, a maioria da população do Vale do Silício está envolvida ou quer se envolver com as novidades.

O Vale do Silício e o The Box

O The Box, assim como o Vale do Silício, tem como premissa contribuir para que os estudantes desenvolvam um mindset de aprendizado baseado na construção do seu próprio conhecimento por meio da busca por autonomia, superação de obstáculos, uso de tecnologias, inovação e resolução de problemas.

Qual o profissional do futuro? Como uma escola pode preparar o seu estudante para atuar no Vale do Silício ou em ambientes com um mindset parecido?

Atento a essas questões, o The Box incentiva a postura empreendedora dos alunos. Durante as sessões, eles não são apenas estudantes, mas criadores de soluções que podem ser usadas em seu cotidiano por meio da prática constante de um pensamento estratégico para a aplicabilidade de suas ideias.

No The Box, o estudante é estimulado a pensar fora da caixa, fugir dos padrões, relacionar as suas experiências cotidianas com a busca por mais conhecimento, e, sobretudo, inovar.

Com o exemplo do Vale do Silício, a São Domingos prepara os seus estudantes para a vida, possibilitando-os a alçarem vôos maiores do que imaginamos.

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