Desafio do Conhecimento

School in the cloud: A cada pergunta, um estímulo ao conhecimento

“Ajudem-me a construir essa escola. Ela será chamada de ‘Escola na Nuvem’. Será uma escola onde crianças entram em aventuras intelectuais, guiadas por grandes questões trazidas por seus mediadores.”
Sugata Mitra

Por que o arco-íris tem apenas sete cores? Qual é a fórmula de uma vacina e como ela funciona em nosso corpo? O que é empatia? Por que nem todos os metais são magnéticos?

Esses são exemplos não apenas de perguntas que podem ser usadas para iniciar uma sessão The Box, mas que despertam a curiosidade, um dos combustíveis fundamentais em toda a aprendizagem. Afinal, fazer um questionamento interessante estimula a reflexão dos estudantes e os conduz a uma processo genuíno de descoberta.

Foi por meio desta e outras observações, que o professor indiano Sugata Mitra, tornou-se conhecido em todo o mundo ao lançar o conceito School in the Cloud (Escola na Nuvem, em tradução livre), que tem o objetivo de estimular a criatividade, a curiosidade e a admiração nos estudantes e inspirá-los a assumir o controle de sua própria aprendizagem.

Os espaços que utilizam esse modelo de ensino são chamados SOLE (sigla em inglês para Self Organised Learning Environments), em português, ambientes de aprendizagem auto-organizados, que hoje são usados em escolas de 50 países e também foram inspiração para o desenvolvimento do The Box.

 

Relação com o The Box

Em 2013, Sugata apresentou a sua palestra Construção de uma escola na nuvem, que já foi vista mais de 3 milhões de vezes, e o fez conquistar o prêmio Technology, Entertainment, Design (TED) – organização nascida, em 1984, nos Estados Unidos para promover a tecnologia, educação e design – como a mais inspiradora do ano e com maior potencial para a mudança.

Em seus 20 minutos de conferência, Sugata critica o atual sistema de ensino, que, segundo ele, está baseado em um modelo concebido há mais de 300 anos, na era dos impérios, quando os governos formavam cidadãos idênticos para que funcionassem em qualquer ponto do planeta diante das guerras e conflitos políticos e econômicos.

Para ele, a revolução educacional deve colocar a internet e o uso das tecnologias no centro da aprendizagem, além de também considerar a troca de experiência natural que acontece entre cada ser humano, que leva à construção de conhecimento.

 

Curiosidades e desafios que levam ao conhecimento

Desde os anos 1990, o Professor Sugata Mitra nos apresenta resultados de pesquisas que ele realiza na Índia sobre o aprendizado infantil através do uso de tecnologias. Seu lema é: “um professor que possa ser substituído por uma máquina, deve sê-lo.” (a teacher that can be replaced by a machine, should be.). Isso não quer dizer que ele defenda o fim dos professores nas salas de aulas, mas, sobretudo, ressalta a necessidade de que esses profissionais acompanhem a evolução tecnológica que vivemos.

Na década de 90 Sugata Mitra já mostrava que o indivíduo precisa apenas ser estimulado para ser gerador do seu próprio conhecimento.

Quando apresentou o conceito School in The Cloud (Escola na Nuvem) no ciclo de conferências TED, Mitra ficou conhecido por uma série de experimentos que realiza há anos com crianças em favelas e zonas rurais da Índia. Um desses experimentos foi inusitado. Ele deixou um computador no idioma inglês, embutido em uma parede, com um conteúdo desconhecido. As crianças não dominavam o inglês; a máquina, porém, tinha um atrativo a mais: o seu uso era livre.

O resultado do experimento é surpreendedor: apesar das crianças não saberem nada sobre o idioma proposto, elas não só aprenderam sobre o conteúdo inserido no computador, como dominaram a máquina e passaram a ajudar umas as outras.

Ao trazer essa experiência para a realidade do The Box, percebemos que Mitra merece o respeito que tem. Na década de 1990, de maneira simples, ele já mostrava que o indivíduo precisa apenas ser estimulado para ser gerador do seu próprio conhecimento. Seja pelo uso livre de tecnologias, por um professor orientador, capacitado para descentralizar o conteúdo de si, fazer boas perguntas e, também, aprender com as experiências dos estudantes.

 

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